Seja bem vindo!

Sou pároco da Paróquia São Judas Tadeu de Poços de Caldas - Coordeno a Pastoral da Juventude Setor Poços - Diocese de Guaxupé - vivo para servir e sirvo para viver!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Aos Jovens do Brasil


"Santo homem. Santo porque verdadeiramente amou. Porque soube acolher cada um que nele chegava. Esse é nosso bispo da Diocese de Guaxupé. Que foi convocado entre os santos do céu. Passou tão rápido, mas teve a delicadeza de ficar em nossos corações. Bispo dos jovens, rogai por nós" (Bruce).


Dom José Mauro Pereira Bastos

Irmãos e irmãs queridos,
Paz e graça da parte de Cristo jovem!
A CNBB escolheu como tema da 44ª Assembléia Geral a evangelização da juventude por que está preocupada com a situação em que se encontra o jovem.
Ao falarmos da evangelização da juventude, estamos falando de 34 milhões de jovens de 15 a 24 anos, ou seja, 20% da população brasileira. Se acrescentarmos a faixa etária de 25 a 29 anos, os chamados jovens adultos, passamos a 47 milhões de jovens, distribuídos em várias culturas juvenis, marcados por uma extrema diversidade e manifestando as desigualdades sociais que caracterizam nossa sociedade.
Esta é a juventude que caminha pelo Brasil, buscando ingressar e contribuir na sociedade, lutando por seu espaço, gritando pelos seus direitos. Juventude nem sempre ouvida, considerada e levada a sério.
Uma juventude muitas vezes usada, manipulada, rotulada negativamente pelos meios de comunicação, mas que traz consigo imensos valores, como o entusiasmo, a coragem, a ousadia e a alegria contagiante da própria juventude.
Marcada pelos valores e contra-valores da pós-modernidade, a juventude é sempre terra boa, onde todo mundo quer semear. E, assim como se semeiam coisas boas, semeiam-se coisas ruins também.
A igreja percebeu que precisamos acompanhar melhor essa geração. Precisamos descobrir outros métodos, meios de linguagens, que aproximem a igreja da juventude, a fim de estabelecer um diálogo maior com ela. E, neste diálogo, conhecer melhor quem é o jovem hoje. Conhecendo-o vamos descobrir os meios para evangelizá-lo, por que ninguém pode evangelizar os que não conhece. Este é o primeiro e enorme desafio que a igreja, ou seja, nós encontramos hoje.
A igreja reconhece que a juventude traz uma riqueza, um potencial, uma série de valores que são apenas dela e que, sem isto, a Igreja fica profundamente empobrecida. A preocupação não é apenas a de trazer mais jovens para si, mas é também a certeza de que eles podem rejuvenescê-la interiormente com seu entusiasmo, alegria e ousadia. Com os valores que lhe são intrínsecos e típicos. A Igreja, então, quer acolher essa força da juventude.
É preciso considerar, irmãos e irmãs, que a evangelização da juventude tem longa história, uma experiência acumulada no magistério da igreja, nos seus ensinamentos, nas suas práxis pastorais. Há uma infinidade de jovens dentro da igreja, comprometidos com ela e com a evangelização, sobretudo da própria juventude.
Creio, que precisamos de linguagens e de métodos distintos, mas a grande linguagem será sempre a do amor. A juventude quer, de cada um e sobretudo da Igreja, ser amada, ser considerada, ser ouvida.
Mais que a uma reflexão, somos chamados a uma maior proximidade do mundo juvenil, para que, a partir da própria juventude, descubramos caminhos novos na evangelização, contemplando seus reais anseios e apresentando-lhes a pessoa de Jesus Cristo, com seu rosto verdadeiro, capaz de encantar e atrair, para que os jovens o conheçam, o sigam e encontrem nele uma resposta convincente; consigam acolher uma mensagem e tornarem-se seus discípulos.
Que o Espírito de Deus, que renova todas as coisas, que rejuvenesce a Igreja com seus dons, nos inspire, para que possamos falar, não apenas sobre os jovens, mas ao coração dos jovens, reafirmando como Igreja nossa opção por eles, abrindo o coração da Igreja para acolher, dialogar, orientar e formar a juventude, ajudando-a em sua busca de felicidade, marcada muitas vezes por ambigüidades, mas sedenta dos valores autênticos e profundos, que tem em Cristo sua plenitude.
Que esta missão confiada por Cristo, nos ajude a encontrar um jeito novo de ajudar os nossos jovens a um encontro pessoal com aquele que continua convidando: vem e segue-me. Que este apelo encontre na generosidade dos jovens a abertura para assumirem o discipulado e sua missão no mundo.
(Fontes: Entrevista Mundo e Missão, agosto de 2006; e Homilia Proferida por Ocasião da 44ª AGBB).

Pequeno Príncipe. Cap. XXI.

"Desde a primeira vez que li o livro do Pequeno Pricipe me apaixonei pela obra. Mas, o capitulo XXI é o que mais me chama atenção, pois ele retrata o que é minha vida. Chego numa comunidade, cativo e sou cativado...mas sempre vem a hora de ir embora (Bruce)".


E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

Carta aos Jovens


João Paulo II


Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças socias. Precisamos de Santos que vivam no mundose santifiquem no mundo,que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem dis man. Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos.

Sejamos santos!

Um dia você aprende

Willian Shakespeare
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Retiro Espirituais, nova forma de evangelizar os Jovens


Optou-se fazer retiro com os adolescentes em finais de semana. O retiro, mais próximo do que Jesus mesmo fez com seus discípulos, possibilita uma conivência vital entre as pessoas, de forma a se ver os pontos positivos e os negativos delas e se poder trabalhar isso durante os encontros. È a convivência vital que cria o grupo, a comunidade. Sem isto, não pode haver discipulado real.
O retiro possibilita uma coisa que não se tem na maioria das catequeses semanais: acompanhamento de convivência, de espiritualidade, de liturgia e de leitura bíblica, alem da sadia separação dos pais. Também o retiro possibilita que se possa ter uma equipe de catequistas de crisma, que não trabalhe de forma individual, mas que forme um grupo de catequistas monitores. Não adianta apenas dizer aos jovens o que eles devem fazer ou como se devem comportar. È preciso que eles tenham modelos de comportamento e de vivencia em pessoas mais velhas que não se comportem como seus pais. Nesse estagio, os adolescentes precisam de adultos significativos e não pessoas que se comportem como seus pais. Mas, um retiro apenas não basta. Esta é a limitação desses retiros. Sem mais acompanhamento, o retiro se perde em si mesmo. È preciso continuidade e acompanhamento.
Embora todos falem de em encontros, a dinâmica pedagógica que está detrás de muitas das nossas catequeses é de uma aula, seja criativa ou não. Em retiros, os catequistas são obrigados a formar uma equipe de confecção de retiros e a se reunir periodicamente para o planejamento e a aplicação conjunta de técnicas, orações, limpezas e etc.
Retiros permitem trabalhar o elemento surpresa, a novidade, o lazer, as amizades que se formam. Ao tirar o adolescente da sua rotina familiar e educacional, os adolescentes recebem os retiros como algo positivo. As paróquias que adotam um retiro anual antes da crisma já perceberam que muita cosia muda depois do retiro: os adolescentes ficam mais integrados e mais motivados. Assim, outras paróquias mudaram o retiro para o inicio do ano catequético, assim os jovens, começam motivados.
Nada de dar catequeses semanais. Os retiros são atividades únicas para os adolescentes e devem considerar o conteúdo resumido da catequese de crisma. Após esta caminhada de retiros de final de semana, pousando e convivendo juntos, os adolescentes já têm histórias e amizades suficiente para formar um grupo de jovens. A proposta é que os retiros sejam eles mesmos um meio de evangelizar dos adolescentes e jovens para uma caminhada conjunta na Igreja.
O crescente aumento da adolescência preocupa muitos os pais e muitos adultos. Cada vez mais os adolescentes tendem a se tornar dependentes dos seus pais e estes dependem de suas crianças crescidas. Os retiros permitem criar um espaço de autonomia ao ir criando um distanciamento e uma ruptura monitorada entre pais e filhos, saindo do espaço familiar e criando um espaço de convivência entre os jovens. Por isso, é muito importante que os retiros sejam o fim de semana completo: de sexta á noite ao domingo de tarde. Os retiros vão constituir um espaço onde eles aprenderão a ser Igreja sem a exigência demasiado dura de adultos moralistas. Por isso, os retiros devem criar espaço de relacionamento que valorizem os esforços e a criatividade, minimizando e corrigindo erros de forma pedagógica e progressiva.
Muita catequese de crisma se resume em apenas a repetição do conteúdo da Primeira Eucaristia, com um pouco mais de aprofundamento e isso não avança no aprofundamento de vida cristã dos adolescentes. Os retiros devem usar linguagens e metodologias que eles entendam e sejam criativas. Os retiros não serão lugares de lazer, mas lugares em que o lazer faça parte da metodologia catequética, possibilitando uma interatividade entre eles, entre catequistas e de todos com Cristo: a espiritualidade deve contemplar momentos fortes, com liturgias contextualizadas.
Os trabalhos em grupos devem gerar discussões e ir levando os crismandos a perceber a proposta de Jesus para a Igreja, a pessoa e a sociedade, tendo em vista o Reino de Deus. Por isto, o trabalho criativo com a bíblia e seu conteúdo adquire grande importância nestes retiros.
Os retiros não podem ser formas de tutelar os adolescentes, mas pelo contrario, precisam ser espaços de emancipação deles. Assim, eles devem ser estimulados a servir e aprender a servir. A organização do encontro deve ficar a cargo de uma equipe, mas eles não devem ser isentos de responsabilidades. Começando de trabalhos pequenos, devem ir assumindo trabalhos mais complexos, como preparar e criar liturgias, ajudar na avaliação, etc. Servir é uma atitude a se ensinar na catequese, pois faz parte da caminhada de um discípulo do Senhor Jesus.
Uma falha importante na catequese de crisma é que ela não trabalha conjuntamente com os pais e padrinhos dos jovens. Uma forma simples é escalar os pais e padrinhos para assumir a cozinha e parte da organização do encontro.
Os adolescentes parecem ser mais exigentes com a Igreja do que ela com eles. Estão esperando que a Igreja levo-os a serio. Eles querem um espaço e um método que traduza a afirmação de que eles são interlocutores da Igreja.
Não é verdade que os adolescentes não querem nada com a Igreja. O que eles não querem é uma Igreja sem projeto e que não os levem a serio. È preciso mais que um bom show para ter os adolescentes na Igreja. È preciso faze-los se apaixonar por Jesus Cristo. Este é o desafio de nossa catequese. Sem discipulado em grupo e sem esforço coletivo, a catequese vai ser apenas aula religião.




Bruce Eder,


Paulo Fernando, Em foco olhares. Abril de 2007.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Catequese com os Jovens

Em breve postarei aqui a minha monografia que tem como tema: catequese com o jovem. O presente trabalho que fazer uma reflexão acentuada sobre a catequese com os jovens. E para tanto recorre a informações das atuais pesquisas sobre a realidade do jovem no mundo pós-moderno e como essa nova realidade vem modificando a conduta e ritmo de vida dos nossos jovens. A partir dessa informação é feito um estudo sobre o que é catequese e qual sua missão de ser um processo de transmissão do conteúdo de fé e como é o desenvolvimento da fé no jovem. Por fim, levando em consideração as informações obtidas pelos dois primeiros capítulos, são apontadas algumas sugestões para um bom e eficaz trabalho de catequização da juventude, bem como o uso de metodologias e didáticas capazes de fazer do jovem alguém engajado na comunidade cristã e um cristão sempre mais apaixonado por Cristo e pela causa do reino.

Palavras chaves: Catequese, jovem, conteúdo de fé, metodologia, didática, formação, testemunho, realização.